FBI prende seis por conspirar sequestro da governadora de Michigan

O FBI anunciou na tarde de quinta-feira (8) a prisão de seis indivíduos que estariam conspirando para sequestrar a governadora democrata de Michigan, Gretchen Whitmer, para em seguida julgá-la por traição em um local seguro em outro estado.

A ação judicial também alega que os conspiradores espionaram por duas vezes a casa de férias pessoal de Whitmer e discutiram levá-la para um “local seguro” em Wisconsin onde seria “julgada” pelo grupo por traição antes da eleição de 3 de novembro.

“Vários membros falaram sobre assassinar ‘tiranos’ ou ‘tomar’ um governador em exercício”, escreveu um agente do FBI na ação. “O grupo decidiu que precisava aumentar seu número e encorajou uns aos outros a conversar com seus vizinhos e espalhar sua mensagem.”

A conspiração descrita pelo FBI envolveu especificamente pelo menos seis pessoas, incluindo Ty Garbin, 24, cuja casa foi invadida por agentes em Hartland Township, Michigan, na quarta-feira.

O FBI identificou pelo nome os seguintes indivíduos: Adam Fox, Barry Croft, Ty Garbin, Kaleb Franks, Daniel Harris e Brandon Caserta.

A investigação data do início de 2020, quando o FBI soube através de redes sociais que indivíduos estavam discutindo a derrubada violenta de vários governos estaduais e policiais.

Em junho, Croft, Fox e 13 outros indivíduos de vários estados americanos realizaram uma reunião em Dublin, Ohio, de acordo com o governo.

Cinco réus presos pelo FBI ontem farão uma primeira aparição perante uma juíza ainda nesta quinta-feira. Um sexto réu não deve comparecer ao tribunal hoje.

Prisão perpétua

Andrew Birge, o procurador-geral do Distrito Oeste de Michigan, disse que a polícia trabalhou em conjunto para garantir que líderes eleitos sejam protegidos e que os homens presos na trama possam ser condenados à prisão perpétua.

“Todos nós que estamos aqui hoje, queremos que o público saiba que as forças de segurança federais e estaduais estão comprometidas em trabalhar juntas para garantir que extremistas violentos nunca tenham sucesso com seus planos, especialmente quando visam nossos líderes devidamente eleitos”, disse Birge durante um briefing na quinta-feira.

Birge disse que os homens usaram medidas de segurança como “comunicar-se por plataformas de mensagens criptografadas” e usar palavras em código para evitar serem detectados pelas autoridades.

“Entre as atividades, os membros da conspiração em duas ocasiões teriam conduzido ações vigilância coordenada na casa de férias da governadora”, disse Birge, acrescentando que os homens cogitaram “dispositivos explosivos para desviar a polícia da região da casa”.

Vídeos na internet

Vídeos divulgados no Twitter mostram alguns dos presos na operação como simpatizantes do anarquismo (bandeira na parede), e além de serem contra a governadora Whitmer, ao menos um dos conspiradores era também contra o presidente Donald Trump (último vídeo da thread), chamando-o de “tirano” e descrevendo-o como “inimigo”. “Trump não é seu amigo, parceiro”.

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