Trump exclui ilegais contados pelo censo para distribuição de assentos no congresso

O presidente Trump assinou nesta terça-feira (21) um memorando destinado a excluir os imigrantes ilegais nos EUA de serem considerados quando o governo divide as cadeiras do congresso, uma ação que deve gerar grande contestação judicial.

O censo, que a Constituição americana exige que seja realizado em todo o país a cada 10 anos, conta todas as pessoas que moram nos EUA, sejam elas cidadãos ou não. Os dados do censo determinam como os recursos federais são distribuídos aos estados e localidades, e também como os distritos do congresso são distribuídos.

Os não-cidadãos são hoje considerados no momento de determinar como distribuir os 435 assentos da Câmara entre os estados. Mas, segundo o novo memorando, Trump diz que é política dos EUA excluir imigrantes indocumentados do processo de rateio.

A decisão do presidente tem grandes chances de gerar disputas legais e políticas nos últimos meses antes das eleições presidenciais deste ano.

Desde o primeiro censo dos EUA em 1790, cidadãos e não cidadãos dos EUA – independentemente do status de imigração – foram incluídos nas contagens oficiais da população do país.

De acordo com os critérios do Census Bureau, órgão governamental responsável pelo levantamento, para determinar como contar diferentes grupos de residentes para o censo de 2020, os cidadãos de países estrangeiros que moram nos EUA devem ser contados “na residência dos EUA onde moram e dormem a maior parte do tempo, enquanto os visitantes internacionais não devem ser contados”.

O que você pensa sobre esse assunto?