Trump autoriza plasma convalescente no tratamento para coronavírus

A administração Trump concedeu no domingo (23) autorização de emergência para uso de plasma convalescente no tratamento de pacientes hospitalizados com coronavírus.

A Food and Drug Administration, agência governamental de regulamenta medicamentos, disse que está concedendo autorização de emergência porque é razoável acreditar que o plasma convalescente pode ser eficaz no tratamento de pacientes com coronavírus e os benefícios conhecidos e potenciais superam os riscos conhecidos e potenciais de tal tratamento.

“A ação de hoje expandirá dramaticamente o acesso a este tratamento”, disse o presidente Trump em uma entrevista coletiva na Casa Branca na noite de domingo. “Estamos removendo barreiras e atrasos desnecessários.”

Certos pacientes Covid-19 gravemente enfermos tratados com plasma contendo altos níveis de anticorpos pareceram se beneficiar mais do que aqueles que receberam baixos níveis de anticorpos, disse Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica do FDA, ao Wall Street Journal.

Pacientes hospitalizados que receberam plasma dentro de três dias do diagnóstico, têm menos de 80 anos e não estão em ventilação mecânica, foram os que mais se beneficiaram, com melhora de 35% na sobrevida 30 dias após receberem a transfusão em comparação com pacientes que receberam plasma com baixo teor de anticorpos níveis, de acordo com o Dr. Marks.

Os médicos têm procurado tratamentos validados para o coronavírus. Até agora, apenas uma outra droga, remdesivir da Gilead Sciences, tem o OK para uso de emergência do FDA.

A terapia

A terapia com plasma convalescente vinha sendo administrada como tratamento experimental por médicos em pessoas contaminadas com o vírus chinês.

As pessoas que se recuperam de COVID-19 têm anticorpos para a doença em seu sangue. O sangue das pessoas que se recuperaram é chamado de plasma convalescente.

Pesquisadores dizem que o plasma convalescente administrado em pessoas com COVID-19 aumenta a capacidade do organismo combater o vírus. Também pode ajudar a evitar que pessoas moderadamente enfermas fiquem mais doentes e tenham complicações relacionadas ao coronavírus.


FONTES: Casa Branca, Wall Street Journal, Mayo Clinic, CNBC

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