Fique em Casa: 25% dos jovens entre 18 e 24 anos cogitaram suicídio, diz CDC

Um novo estudo divulgado pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA, o CDC, revelou que 40% dos jovens-adultos sofreram dificuldades psicológicas e mudanças comportamentais relacionados à crise do COVID-19 e medidas incluindo distanciamento social e ordens para que as pessoas ficassem em casa.

“Adultos mais jovens, minorias raciais / étnicas, trabalhadores essenciais e cuidadores adultos não remunerados relataram ter experimentado resultados de saúde mental desproporcionalmente piores, aumento do uso de substâncias e elevada idealização suicida.”, diz o relatório.

Entre jovens de 18 a 24 anos, cerca de 25% consideraram seriamente tirar a própria vida nos 30 dias anteriores a entrevista, segundo o levantamento. Dos 5,142 adultos entrevistados pelo órgão, 11% disseram ter cogitado o suicídio no mesmo período.

Cerca de um terço dos entrevistados disse ter sofrido com sintomas de ansiedade ou depressão. E 26,3% relataram ter sofrido trauma e transtornos relacionados ao estresse por causa da pandemia.

Para lidar com o estresse do surto do coronavírus, outros 13,3% disseram ter recorrido a substâncias como álcool, medicamentos controlados ou drogas ilícitas.

O estudo completo, em inglês, pode ser lido aqui.

Pais atribuem suicídio de filho de 11 anos ao isolamento social

Um caso noticiado pelo Direto da América no início de agosto releva o caso de um menino de 11 anos do Novo México que se suicidou, segundo acreditam os pais, por ficar trancado em casa.

Os pais disseram que encontraram numa das entradas do diário do menino James, após sua morte, um relato do menino sobre estar preso em casa.

“A única coisa que pude encontrar foi no diário dele, que ele escreveu que estava ficando louco de ficar em casa o tempo todo e que só queria poder ir à escola e brincar lá fora com os amigos.”, disse a mãe.


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