China anuncia sanções contra senadores e entidades americanas

O regime comunista chinês anunciou na segunda-feira (10) sanções contra 11 cidadãos americanos em retaliação aos EUA que na sexta-feira (7) sancionou 11 autoridades de Hong Kong. No início da segunda-feira, a polícia de Hong Kong também prendeu o líder pró-democracia Jimmy Lai.

Entre os atingidos pela retaliação chinesa estavam os senadores Ted Cruz (R-Texas), Marco Rubio (R-Flórida), Tom Cotton (R-Arkansas), Josh Hawley (R-Missouri) e Pat Toomey (R-Pensilvânia e o representante Chris Smith (R-New Jersey). Todos republicanos que defendem uma postura cada vez mais dura dos Estados Unidos contra a China.

As sanções também atingem o National Endowment for Democracy, o Instituto Nacional Democrático para Assuntos Internacionais, o Instituto Republicano Internacional, a Freedom House e a Human Rights Watch.

“Em resposta às ações errôneas dos EUA, a China decidiu impor sanções hoje aos indivíduos que se comportaram mal em questões relacionadas a Hong Kong”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, durante a coletiva de imprensa diária na segunda-feira, sem fornecer mais informações detalhes sobre o que as sanções implicariam.

Hong Kong prende líder pró-democracia

No início da manhã da segunda-feira (10) na China, Jimmy Lai, magnata da comunicação e um dos líderes pró-democracia de Hong Kong, foi preso e a redação de seu grupo de comunicação Next Media foi invadida pela polícia na mais recente aplicação da nova lei de segurança nacional da China pela nação semi-autônoma, Hong Kong.

A polícia de Hong Kong escoltou o magnata da comunicação pró-democracia Jimmy Lai pela redação de seu jornal Apple Daily, enquanto cerca de 200 policiais vasculhavam a redação e coletavam evidências.

Sanções dos EUA contra Hong Kong

Os EUA sancionaram na sexta-feira (7) a presidente-executiva de Hong Kong, Carrie Lam, por seu papel na repressão à liberdade política na região. Lam defende a nova lei de segurança imposta pelo PCC contra Hong Kong.

Carrie Lam, presidente-executiva de Hong Kong.

“Os 11 indivíduos designados hoje implementaram políticas diretamente destinadas a restringir a liberdade de expressão e de reunião e os processos democráticos, e são subsequentemente responsáveis pela degradação da autonomia de Hong Kong”, disse o Departamento do Tesouro dos EUA em um comunicado.

“Em 2019, Lam pressionou por uma atualização dos arranjos de extradição de Hong Kong para permitir a extradição para o continente (China), dando início a uma série de manifestações massivas de oposição em Hong Kong”, disse o Departamento do Tesouro. “Lam foi designada por estar envolvida no desenvolvimento, adoção e implementação da Lei da República Popular da China sobre a Proteção da Segurança Nacional na Região Administrativa Especial de Hong Kong (Lei de Segurança Nacional).”

De acordo com o Departamento do Tesouro americano, “todas as propriedades e interesses em nome dos indivíduos … e de quaisquer entidades que sejam de propriedade, direta ou indiretamente, 50 por cento ou mais deles, individualmente ou com outras pessoas bloqueadas, que estão nos Estados Unidos ou em posse ou controle de pessoas dos EUA, estão bloqueados e devem ser relatados à OFAC. “


FONTES: WSJ, CNBC, CNN, Departamento do Tesouro, Fox News, Reuters

O que você pensa sobre esse assunto?