Bahrein e Israel normalizam relações diplomáticas após mediação de Trump

Mais uma nação árabe vai normalizar suas relações diplomáticas com Israel após mediação do presidente norte-americano Donald Trump. O Bahrein deve oficializar nos próximos dias a normalização completa de suas relações com o estado judeu durante um evento na Casa Branca.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Sheikh Khalid bin Ahmed al-Khallaf, se juntará a Israel e aos Emirados Árabes Unidos para a cerimônia de assinatura marcada para a próxima terça-feira, de acordo com o comunicado de Trump.

Como condição para o acordo, Netanyahu concordou em suspender no momento planos de anexação de seções da Cisjordânia.

Netanyahu exaltou o acordo em um comunicado e afirmou que mais países árabes seguiriam o exemplo.

“Demorou 26 anos para ir do segundo acordo de paz com um país árabe ao terceiro acordo, e não demorou 26 anos, mas 29 dias para ir do terceiro acordo de paz com um país árabe ao quarto, e haverá mais “, disse Netanyahu.

“Todos esses acordos são feitos por meio de um trabalho árduo de bastidores ao longo dos anos, mas agora foram concretizados graças à importante ajuda de nosso amigo Presidente dos Estados Unidos, Trump, e gostaria de agradecer a ele e sua equipe por essa importante ajuda. Uma nova era – paz em troca de paz. ”, adicionou Netanyahu.

O principal conselheiro de Trump e genro, Jared Kushner, descreveu o anúncio como um sinal de que um “novo Oriente Médio” está emergindo.

O presidente Donald Trump celebrou nas redes sociais mais esse marco da política internacional de sua administração, considerando-o um avanço histórico.

“Outro avanço HISTÓRICO hoje! Nossos dois GRANDES amigos Israel e o Reino do Bahrein concordam com um Acordo de Paz – o segundo país árabe a fazer a paz com Israel em 30 dias! ” Trump tweetou.

Trump disse um pouco depois do comunicado: “Posso ver muitas coisas boas acontecendo com relação aos palestinos”, e previu que “os palestinos vão acabar fazendo algo que será muito inteligente para eles, e todos os seus amigos estão entrando nisso e eles querem muito entrar nisso. ”

Ele acrescentou que “as pessoas querem que [o conflito no Oriente Médio] chegue a um fim, e rapidamente … Estamos fazendo o caminho oposto. Eles estavam fazendo isso com nada além de luta e sangue por todo o lugar. A areia estava carregada de sangue, e agora você vai ver que muita areia está carregada de paz. ”

O acordo constitui outro grande golpe para o líder palestino e presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que condenou o acordo dos Emirados Árabes Unidos com Israel classificando-o como desprezível e uma traição, tentando em vão que a Liga Árabe o condenasse a aproximação.

Emirados Árabes Unidos

Há 29 dias, Trump confirmava acordo entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, que já estabeleceu voos diretos entre os dois países e prevê estabelecimento de embaixadas e outros acordos bilaterais.

O acordo, comemorado enfaticamente por Benjamin Netanyahu, de Israel, e pelo príncipe Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, é fruto de esforço diplomático americano não somente com o E.A.U. mas também com outras nações do Golfo Pérsico.

Kushner, que também é genro de Trump, tem feito esforços para construir laços entre Israel e seus vizinhos árabes liderando processo de paz no Oriente Médio por parte dos EUA. Trabalhando em estreita colaboração com o embaixador dos E.A.U. em Washington, Youssef Otaiba, Kushner e outros membros do governo Trump exploraram uma série de idéias para estabelecer uma ponte entre Israel e os Emirados.

“Este é um passo enorme e histórico”, disse o secretário de Estado, Mike Pompeo, acrescentando que é uma oportunidade histórica para o Oriente Médio ser estável e pacífico. “A paz é o caminho certo a seguir.”

Sérvia e Kosovo selam normalização

Sérvia e Kosovo assinaram em 4 de setembro um acordo de normalização econômica entre os dois países; o acordo também prevê o reconhecimento de Israel por Kosovo e a transferência da embaixada da Sérvia para Jerusalém. Pelo acordo, Kosovo também passa a reconhecer o estado de Israel. O acordo “Belgrado-Pristina”, como foi batizado, foi mediado pelos Estados Unidos e foi assinado na sexta-feira (4) no Salão Oval da Casa Branca diante do presidente Donald Trump.

“Na verdade, é histórico”, disse Trump. “Estou ansioso para ir para os dois países em um futuro não muito distante.”

Trump indicado ao Nobel da Paz

Após ter intermediado o histórico acordo de paz entre Emirados Árabes Unidos e Israel e ter apontado para a possibilidade de outras nações do mundo árabe seguirem os mesmos passos, o presidente Donald Trump acaba de conquistar uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz de 2021.

A indicação foi feita por Christian Tybring-Gjedde, um membro do parlamento da Noruega, que, apesar de não ser um apoiador de Donald Trump, identifica méritos importantes no trabalho do presidente norte-americano que outros indicados ao Nobel da Paz não tinham, de acordo com o parlamentar já em seu quarto mandato.

“Acho que ele fez mais tentando criar a paz entre as nações do que a maioria dos outros indicados ao Prêmio da Paz”, disse Tybring-Gjedde durante uma entrevista para a Fox News.

Tybring-Gjedde, em sua carta de indicação ao Comitê do Nobel, disse que o governo Trump desempenhou um papel fundamental no estabelecimento das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. “Como se espera que outros países do Oriente Médio sigam os passos dos Emirados Árabes Unidos, este acordo pode ser uma virada de jogo que tornará o Oriente Médio uma região de cooperação e prosperidade”, escreveu ele.

“Não sou um grande apoiador do Trump”, disse. “O comitê deve examinar os fatos e julgá-lo com base nos fatos – não na maneira como ele às vezes se comporta. As pessoas que receberam o Prêmio da Paz nos últimos anos fizeram muito menos do que Donald Trump. Por exemplo, Barack Obama não fez nada”.

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