Após acordo de paz entre Israel e Emirados, Trump é indicado ao Prêmio Nobel da Paz

Após ter intermediado o histórico acordo de paz entre Emirados Árabes Unidos e Israel e ter apontado para a possibilidade de outras nações do mundo árabe seguirem os mesmos passos, o presidente Donald Trump acaba de conquistar uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz de 2021.

A indicação foi feita por Christian Tybring-Gjedde, um membro do parlamento da Noruega, que, apesar de não ser um apoiador de Donald Trump, identifica méritos importantes no trabalho do presidente norte-americano que outros indicados ao Nobel da Paz não tinham, de acordo com o parlamentar já em seu quarto mandato.

“Acho que ele fez mais tentando criar a paz entre as nações do que a maioria dos outros indicados ao Prêmio da Paz”, disse Tybring-Gjedde durante uma entrevista para a Fox News.

Tybring-Gjedde, em sua carta de indicação ao Comitê do Nobel, disse que o governo Trump desempenhou um papel fundamental no estabelecimento das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. “Como se espera que outros países do Oriente Médio sigam os passos dos Emirados Árabes Unidos, este acordo pode ser uma virada de jogo que tornará o Oriente Médio uma região de cooperação e prosperidade”, escreveu ele.

“Não sou um grande apoiador do Trump”, disse. “O comitê deve examinar os fatos e julgá-lo com base nos fatos – não na maneira como ele às vezes se comporta. As pessoas que receberam o Prêmio da Paz nos últimos anos fizeram muito menos do que Donald Trump. Por exemplo, Barack Obama não fez nada”.

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz é determinado por um Comitê Nobel de cinco pessoas, nomeado pelo Parlamento norueguês. O vencedor do Prêmio da Paz para 2021 não será anunciado até outubro do próximo ano.

Acordo Kosovo-Sérvia

Sérvia e Kosovo assinaram no dia 4 de setembro um acordo de normalização econômica entre os dois países; o acordo também prevê o reconhecimento de Israel por Kosovo e a transferência da embaixada da Sérvia para Jerusalém. Pelo acordo, Kosovo também passa a reconhecer o estado de Israel. O acordo “Belgrado-Pristina”, como foi batizado, foi mediado pelos Estados Unidos e foi assinado na sexta-feira (4) no Salão Oval da Casa Branca diante do presidente Donald Trump.

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