Acordo de paz entre Israel e Emirados deve ser assinado na Casa Branca

O histórico acordo de paz que restabelece os vínculos diplomáticos entre Israel e Emirados Árabes Unidos anunciado ontem pelo presidente Donald Trump e seu conselheiro Jared Kushner, deve ser assinado na Casa Branca dentro de três semanas com a presença dos três líderes.

O acordo prevê o estabelecimento de voos diretos entre os dois países, o estabelecimento de embaixadas e outros acordos bilaterais. É pouco provável, porém, que a embaixada dos Emirados seja estabelecida em Jerusalem, o que poderia trazer grande ônus político do mundo árabe contra Abu Dhabi.

O acordo, comemorado enfaticamente por Benjamin Netanyahu, de Israel, e pelo príncipe Mohammed bin Zayed Al Nahyan, dos Emirados Árabes Unidos, é fruto de esforço diplomático americano não somente com o E.A.U. mas também com outras nações do Golfo Pérsico.

Kushner, que também é genro de Trump, tem feito esforços para construir laços entre Israel e seus vizinhos árabes liderando processo de paz no Oriente Médio por parte dos EUA. Trabalhando em estreita colaboração com o embaixador dos E.A.U. em Washington, Youssef Otaiba, Kushner e outros membros do governo Trump exploraram uma série de idéias para estabelecer uma ponte entre Israel e os Emirados.

“Este é um passo enorme e histórico”, disse o secretário de Estado, Mike Pompeo, pouco antes de decolar da Eslovênia para a capital da Áustria, Viena, acrescentando que é uma oportunidade histórica para o Oriente Médio ser estável e pacífico. “A paz é o caminho certo a seguir.”

Um objetivo em comum entre os Emirados Árabes Unidos, Israel e os Estados Unidos facilitou o avanço do acordo. As três nações atuam para conter os planos iranianos para a região, incluindo o desenvolvimento de armas nucleares.

No Twitter, o presidente americano comemorou o acordo entre os dois países.

“Grande conquista hoje! Acordo de paz histórico entre nossos dois GRANDES amigos, Israel e os Emirados Árabes Unidos!”

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